Guardar dinheiro em casa, por mais seguro que pareça, ainda é um hábito presente na vida de muitos brasileiros — e pode se transformar em uma armadilha silenciosa.
Entre medo dos bancos e falta de orientação financeira, esconder cédulas embaixo do colchão segue sendo uma prática comum. Mas o custo dessa escolha, muitas vezes, só aparece quando é tarde demais.
Alcedile Maciel, auxiliar de limpeza, ganhou centenas de milhares de cruzeiros em um sorteio da Tele Sena em 1991. Um ano antes, o país havia vivido o confisco da poupança durante o Plano Collor, o que abalou profundamente a confiança no sistema bancário.
Com medo de ver seu dinheiro sumir, Seu Maciel optou por guardar tudo em casa: dentro de bolsas, gavetas, e até sob o colchão. Ele quase não usou a quantia e, com o tempo, esqueceu do dinheiro.
Mesmo depois da perda, Seu Maciel manteve o hábito até o fim da vida. E ele não está sozinho. De acordo com a pesquisa Raio X do Investidor, feita pela Anbima em parceria com o Datafolha, 3% da população brasileira ainda guarda dinheiro em casa. O número é ainda mais expressivo na classe C, que viu esse percentual dobrar de 2% para 4% em 2022.
Segundo especialistas, a decisão de guardar dinheiro fora do sistema financeiro está muitas vezes ligada à falta de informação.
Mas a consequência é clara: o dinheiro desvaloriza — e muito — com o tempo. Um dos maiores benefícios de investir, mesmo que pouco, é preservar o poder de compra da sua reserva. E isso vale para qualquer valor, por menor que seja. Afinal, não adianta guardar o que se tem com tanto esforço, se ele vai valer menos amanhã.
O post Os erros mais comuns ao guardar seu dinheiro em casa apareceu primeiro em Catraca Livre.
2025-08-06T20:12:35Z